Seus olhos eram como caroços de pêssego graúdo. Pêssegos de despertar fome, mas não era a fruta, sua carne. Eram os caroços, pra prolongar. Seu nariz...ah seu narizinho. Filamento de delícia suave que por sua vez, já era pele.
Pele da seda mais clicheda que há no má do Panamá, pra rimá ou seduzi.
E havia aquele ventre de acácia ao vento. Salsa dos verbos insanos e mandamentos sonoros. Por sua vez, só não somava mais volúpia porque o jeito... Oh, o jeito da ondulação marítima; do mar já referido e redundante não permitia. Sua síntese era o sorriso. Este drástico, cruel, maçante, imponente, tesudo, sisudo, peitudo, de tudo, amável e principalmente...apaixonante, apaixonante acima de todas as coisas. Como eu, como eu. Paixão!
E se há culpa reside nela, toda dela. Ela.
[Bolando...EnClownzerada...]
19 maio 2008
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