30 novembro 2009

Carta a uma purificada alma.

"Vi teu Lua Nova. Não gostei do filme, mas deu pra entender alguns pontos seus, ou assim me pareceu. A atriz além de conflituosa e ter sua cara, parece ter a resposta mais sábia para tudo. O Edward vive a se esgueirar de tudo e somente pelo bem maior e puro, e que rapaz bondoso ele, chega a dar dó da cara de prisão de ventre. O Lobisomen de todos é o mais sofredor; corno ciumento. Todos os conflitos dão-se pelo motivo fantástico das criaturas ali postas, some-se a isto os efeitos especiais toscos e parece que nos esquecemos da realidade das coisas e das pessoas. Não há mesquinhez ou impurezas nos protagonistas se não momentaneamente (e os antagonistas de tão superficiais não merecem qualquer observância). Logo, os conflitos recaem sobre o eu e cada um dos mocinhos, somente eles possuem as respostas para tudo, e assim também na vida, a autora copiou e não errou na dose. Mas aí reside o problema que confabula meu ódio. Do pleno bem usado para resolver os empecilhos surge somente mais desgosto e a esperança que sustenta a própria continuidade do filme, que vai se esvaindo pelo contexto do amor que parece tudo justificar no senso comum das pessoas, e mais fácil também é de ilustrar porque difícil é de não fazê-lo. E Bella vai-se acreditando na pureza da alma do amado, duvidando até da própria - mas somente porque se permite fazê-lo pela do outro. Outro este que novamente pelo altruísmo pula fora, afinal ele sabe de coisas que ela ñ sabe. Pobre mortal, não? Enquanto isso ela chora e chora (pobrezinha). Daí entra o instável Lobão; amiguísismo, ciumentísismo e cornão. Dá seu braço a torcer, combate o mal e está sempre lá musculoso para tudo. E para quê? Lobo neste filme adquire chifres enquanto Bella se vai descobrindo em sua alma duvidosa para os bons modos do expectador (alegrinha). E o pai, figura mais estável e ausente do filme, profere a melhor fala da autora: Ame aquele que lhe faz bem. Inutil dizer, Vai-se Bella em devaneios e nós em rinhas de bichos transformistas perdendo nosso senso do que é sensato até as bandas da Itália. Lá uma seita de esquisitões determina o futuro de todos para um fim um tanto desanconselhável. Bella opta por aquele que lhe traz o bem, por fazê-la bem, mas principalmente porque esta se vê como o bem a seu lado - por amor, sim, mais simples. O lobo feroz se volta as matas, onde seu destino sela-se verde e taciturno, bom, sei lá. E eduardinho a pede em casamento, afinal quem ri por ultimo ri melhor e casamento não são só risadas? Decisão acertada, vêm os créditos e lhe pensei esta carta porque é só o que me sobrou pra lhe falar destas coisas da alma que tenho deixado escapar mas tenho feito meu melhor."

Se cuida e até a próxima.

17 outubro 2009

Bu!

Hoje um fantasma re-apareceu. Essas coisas são destrutivas, pense bem. O passado é uma caldeira de Smurfs contando causos que ainda virão até o dia do capote. E amar é uma coisa pra gente corajosa, admito. Aos romancistas todo o público feminino das classes B e C, mas eles chafurdam em letárgica estupidez, isso sim, e por isso tenho pena deles. Mais sabio era Vininha, trepava primeiro, escrevia depois. Sua musa era dona de glândulas: leite, muco, sangue, pus e caspas, por vezes. Saliva lubrificante aos montes. E assim são as mulheres, tão simías quando sapientes e chistosas. Se não precisar delas evie-as para a lua; mas saiba bem, companheiro, vai com a princesa boa parte sua para se perder no cosmos, e você se sobra para as demais repetirem a dose. Para quê? Paraguaio.

13 outubro 2009

tuiti

Para meus ditos rapidinhos criei um twitter. Aquilo é uma das oficinas do ócio. Terra de gente carente, fruto de muitos anos de Rivotril de alta dosagem. 180 caracteres de justificativas para vida insossas regadas a um álibi de "Follow me?". Se querem saber; aquilo me caiu como uma luva. Divagações pra seu zé ninguém prestar atenção, e euzinho que vivo sempre no mundo da lua, constato uma outra massa, esta gigantesca, de alienígenas alienando piados a artistas televisivos, dentre outros. E vocês me podem encontrar por lá passarinhando, passo endereço depois. Rua dos cometas 17, Sputnik, Lua.

11 outubro 2009

Back to d Labagain!

Vejam vocês. Há pelo menos um ano que eu não encostava neste blog. Eu o criei pra falar de uma rotina e de uma dependência defeituosas, e agora, pra quê servirá?

23 agosto 2008

Representativa

To everything, turn, turn, turn.There is a season, turn, turn, turn.And a time to every purpose under heaven.A time to be born, a time to die.A time to plant, a time to reap.A time to kill, a time to heal.A time to laugh, a time to weep.
To everything, turn, turn, turn.There is a season, turn, turn, turn.And a time to every purpose under heaven.A time to build up, a time to break down.A time to dance, a time to mourn.A time to cast away stones.A time to gather stones together.
To everything, turn, turn, turn.There is a season, turn, turn, turn.And a time to every purpose under heaven.A time of love, a time of hate.A time of war, a time of peace.A time you may embrace.A time to refrain from embracing.
To everything, turn, turn, turn.There is a season, turn, turn, turn.And a time to every purpose under heaven.A time to gain, a time to lose.A time to rend, a time to sow.A time for love, a time for hate.A time for peace, I swear it's not too late.

12 agosto 2008

Milharal

Dia bom. Eu cantei boa musica e degustei boa comida.
E este é certamente, o tênue fio entre a qualidade de expressão e de vida.

10 agosto 2008

Azaléias Nonsense

Estou novamente só. Era o que se podia esperar de passagens vívidas tão insólitas quanto as minhas. Estava perdido em renascença semestral. Perguntador, queria saber onde e como estaria no mesmo período futuro. Contentava-me com os ruídos vespertinos leves, que me acalmavam e garantiam segurança. Não possuia ódio algum em mim e o engajamento era bem limitado, independentemente, até mesmo o processo de descanço tornara-se militante.
Incrivel é a nossa capacidade de associação. E dada a associação, eu sabia que as unidades haveriam de nacionalizar em si e daí, sabe-se lá...mas, eu sabia. E olha que havia já, comigo, grande parte de tudo que é somatizável para lances futuros. Lances de aspecto memóravel que ainda estavam por vir, eu sabia. Eu sabia tantas coisas...mas não foi aí que pequei, se meu caráter ainda vale algo, se minha personalidade ainda conflitua e se ainda possuo algumas bolas, (a serem trocadas) então eu defenderia à ferro que a dimensão das coisas não influencia. Ao passo que, portanto, os adjetivos e prefixos contidos na negação já extinguem-se agora. A pergunta roda. E a pergunta não é de caráter sexual, por favor, por só hoje, deixemos o sexo de lado àfronta de todos, todos, todos os -ismos do repertório urbano. Por favor.
- Há quem simplesmente, não goste da compreensão - pensei. E estava enganado. Mas é tudo isso, é tudo isso que estava errado. Desde o princípio, a coisa toda, não as pequenas não as minicoisas. Tudo, o universo em expansão estava destinado à latrina caótica desde o princípio. Mas essas mirambulas são todas doidonas, é pra todo mundo. O povo gosta assim. O povo manda. Somos o povo. Povo, somos O. E foi quando eu percebi, por fim que não havia nada errado naquilo. Não houve sorriso, mas também não houve remorso. Houve fraqueza, é, fraqueza houve, mas, nada mais. E eu não permito auto-livre interpretação, porque da forma que recebemos as informações (ela mencionaria as coisas), somos um ditatoriado, e funciona bem, mas só aqui, só aqui. Por fim, eu ainda lhe devo algo, quando estiver pronto, naturalmente. Você também me deve algo, fosse meu até lhe deixaria. Não posso.
Uma aprendizado dolorido mas, bom também foi. Daí a liberação das Aspas. Talvez só pra saber que estivemos aqui, do livrinho que você nem chegou a folhear na rodoviária. Afinal, nem o possuía. Despedidas em postetins de fim de despertidão são perfeitos.